[…]

eu te pergunto o tempo da tua presença
pois te pergunto e isto me reenvia a ti
por este caminho impossível de uma saída
por uma entrada, por um movimento
diante do estático que é perguntar
quando eu poderia apenas experienciar
tua presença em teu rosto morno
como o dom da presença pura
que se obtém de um retorno impossível
porque pergunto e devo perguntar
qual é o teu lugar entre todas as partes
o que te faz suceder em teu próprio corpo
o impulso de abrir tua linguagem a mim
e minha linguagem a ti como um cofre
que acessamos por esquecê-lo
e o coração se torna um cofre do cofre
um dia aberto pela chave impossível
do impulso original de um silêncio.

[…]

 

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